
19.03.2026
Regressou à Casa Branca com a promessa de acabar com as guerras, tendo depois proclamado o desejo de ser galardoado com o prémio Nobel da Paz. No entanto, sem que nos possamos dizer surpreendidos, Donald Trump foi totalmente incoerente e lançou um ataque militar ao Irão. Hoje encontra-se envolvido num conflito desastroso no Médio Oriente.
A intervenção dos EUA, coordenada exclusivamente com Israel, foi uma contradição de tal forma flagrante que até um dos seus fiéis aliados se demitiu como protesto. Joe Kent, diretor do Centro Nacional Contra o Terrorismo, afirmou não poder apoiar uma guerra baseada em premissas falsas e sem objetivos definidos.
Após a captura de Nicolás Maduro, que permitiu ganhar ascendente sobre a atual liderança da Venezuela, Trump acreditou que decapitar o regime iraniano provocaria automaticamente a cedência às vontades americanas. Estava brutalmente errado: a morte do Líder Supremo, Ali Khamenei, não abriu qualquer margem para uma solução alternativa.
Trata-se de uma política externa rudimentar, que confunde táticas de máfia com diplomacia de Estado. Atropelou o direito internacional, utilizou a força militar de forma leviana e, perante o insucesso da abordagem inicial, ficou provada a total falta de orientação estratégica. Continua, portanto, o caminho da descredibilização dos EUA como parceiro fiável.
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