Três tiros na água

Três tiros na água

20.01.2021

Pedro Silva Pereira considerou “um caso artificial” a nomeação do magistrado português para. Procuradoria Europeia. “Fosse isto  uma batalha naval e dir-se-ia que foram três tiros na água, porque isto não passa de um caso artificial”, afirmou.

Uma coisa “são dúvidas legítimas e de boa fé sobre a transparência das decisões do Conselho nas nomeações dos Procuradores europeus; outra coisa são as acusações falsas, totalmente falsas, quanto à nomeação do Procurador português”, argumentou Pedro Silva Pereira.

Nenhum dos deputados do PSD ou do CDS, que se mostraram tão indignados na comunicação social, usou da palavra no debate.

O Vice-presidente do Parlamento Europeu sustentou ainda que “primeiro disseram que era um escândalo o Conselho não ter seguido neste caso a recomendação do painel europeu: hoje sabe-se que esse parecer não é vinculativo e que também não foi seguido no caso de outros países.”

Depois, “acusaram o Governo de fazer uma nomeação politica. Hoje está esclarecido que o Procurador português não foi escolhido pelo Governo, mas, sim, por um órgão independente.”

Finalmente, “disseram que a decisão do Conselho foi determinada por mentiras e erros no currículo do candidato. Hoje sabe-se que o currículo junto ao processo não tinha erros e que o fundamento da decisão do Conselho explicada pela presidência alemã, não se baseou em quaisquer erros.”