Lucidez e coragem

Lucidez e coragem

20.01.2021

É nos momentos difíceis que “se revela o carácter e a capacidade dos povos, das pessoas e das instituições”, afirmou Carlos Zorrinho no debate do Parlamento Europeu sobre as prioridades do semestre da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.

Ao intervir no hemiciclo de Bruxelas, o deputado sublinhou que “como português e como europeu orgulho-me da lucidez e da coragem com que a Presidência portuguesa definiu e está a pôr em prática as suas prioridades”, a qual em seu entender prossegue “uma definição pragmática, porque quando as pessoas estão a sofrer, como tantas estão a sofrer com os impactos sanitários, económicos e sociais da pandemia, o pragmatismo é o primeiro dos princípios.”

Pedro Marques, ao intervir no mesmo debate parlamentar, notou “os grandes desafios” da Presidência portuguesa de forma a “garantir a unidade europeia” e salvar vidas. “Salvar vidas, vacinando os europeus, rejeitando os egoísmos nacionais” e ainda “salvar empregos, agora que a pandemia nos obrigou a confinar novamente”, contrariando a vontade “de alguns falcões que desejam o regresso precipitado das regras macroeconómicas que iriam tempo gerar desemprego e desesperança.”

“Se há dez anos houve dinheiro para os bancos, todo o que foi preciso, agora não vamos cortar as pernas aos trabalhadores que não têm culpa nenhuma desta crise”, afirmou o deputado.

Margarida Marques destacou a tradição portuguesa nas Presidências do Conselho da União Europeia. “As presidências portuguesas têm tradição em deixar heranças: o Tratado de Lisboa”, exemplificou. “Estou certa que o mesmo acontecerá desta vez”, disse a deputada.

“O importante é fazer da presidência uma ocasião de reencontro do projeto europeu com as expectativas dos cidadãos”, apontou Pedro Silva Pereira. Coordenar a estratégia europeia de vacinação, “fazer o dinheiro chegar à economia real, alinhar o investimento com as nossas prioridades estratégicas” são objetivos da Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.