|        @PSnaEuropa head_news_r1_c2
topo
 
Nesta edição:
Topo
  • BCE, refugiados e acordos fiscais secretos marcam agenda de Elisa Ferreira.
  • Pedro Silva Pereira defende respeito pelos direitos humanos na gestão dos fluxos migratórios.
  • Francisco Assis apresenta dois relatórios sobre espaço comum de aviação, defende que a diplomacia científica da UE deve ser tão valorizada quanto a diplomacia cultural e participa em audição sobre os direitos humanos no Tibete.
  • Serrão Santos junta ministro da Agricultura, secretário Regional e Federação Agrícola dos Açores em Bruxelas.
  • Carlos Zorrinho propõe "roadmap" para o sucesso do pacote sobre a Economia Circular, recorda a incoerência nas orientações da Comissão Europeia e participa em debates sobre saúde e CPLP.
  • Maria João Rodrigues nos 30 anos da agência de notícias Lusa e na delegação do S&D que debateu o referendo britânico.
  • Ana Gomes e os refugiados, debate a troca transatlântica de dados pessoais para fins comerciais e continua o trabalho na comissão que está avaliar os acordos fiscais e práticas fiscais agressivas.
  • Opinião de Liliana Rodrigues: O Mundo ao contrário.
  • António Costa com eurodeputados portugueses.
bottom
topo
topo
topo

topo
BCE, refugiados e acordos fiscais secretos marcam agenda de Elisa Ferreira
Topo

Elisa Ferreira participou numa série de reuniões ao mais alto nível no Banco Central Europeu no quadro de uma missão da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu (PE).

A missão incluiu reuniões com o presidente do BCE, Mario Draghi, o vice-presidente, Victor Constâncio, e dois dos restantes quatro membros do comité executivo, Peter Praet e Yves Mersch.

Os debates incidiram essencialmente sobre a união bancária europeia, tanto nas vertentes que já estão em vigor - os mecanismos únicos de supervisão (SSM) e de resolução (SRM) de bancos - como no que se refere ao seu terceiro pilar, cuja proposta legislativa está atualmente em debate no Conselho de Ministros da União Europeia e no PE: um sistema de seguro de depósitos bancários até 100 mil euros.

 

Google e Apple na agenda de Elisa Ferreira

Elisa Ferreira questionou a Google e a Apple sobre a sua conceção de responsabilidade social pela forma como exploram as diferenças de legislação entre os países da UE entre si, e entre estes e os Estados Unidos, de modo a não pagarem impostos sobre grande parte dos seus lucros ou beneficiarem de taxas muito inferiores às oficiais.

As questões foram colocadas durante uma audição a várias multinacionais na comissão especial do PE sobre os acordos secretos concluídos entre vários países da UE de redução das suas obrigações fiscais de modo a atraí-las para o seu território.

A Apple tem três sucursais na Irlanda que não são residentes fiscais nem neste país nem nos Estados Unidos - devido às diferentes definições nesta matéria nas respetivas legislações - o que lhes permite não pagar impostos em nenhum dos dois países sobre grande parte dos seus lucros, lembrou a eurodeputada. A Apple também tem um acordo fiscal com a Irlanda que lhe permite pagar uma taxa de imposto de 2% sobre a parte dos lucros que é tributável, o que constitui um valor muito inferior à taxa oficial de 12,5%. "Dado que 55% dos seus lucros são realizados fora dos Estados Unidos, penso que se a Apple quer continuar a cooperar na Europa, deveria refletir sobre se não deveria também pagar impostos na Europa", defendeu a eurodeputada.

"As duas empresas dizem que cumprem a lei, mas qual é o vosso conceito de responsabilidade social? Será que seguem a mesma estratégia relativamente às leis laborais, ambientais ou de proteção da saúde, ou seja, também exploram as diferenças de legislação? É que se assim é, é muito inspirador para nós, legisladores", sublinhou.

 

"Não à construção de novos muros!"

Elisa Ferreira participou na manifestação organizada pelo grupo dos Socialistas & Democratas no Parlamento Europeu contra o encerramento de fronteiras entre vários países da UE e os novos muros que estão a ser erigidos para impedir a entrada de refugiados da Síria.

"Não à construção de novos muros!" foi o slogan dos manifestantes, que incluíram o presidente do PE, Martin Schulz. A concentração realizou-se em frente do edifício do Conselho de Ministros da UE na véspera da cimeira dos seus 28 líderes que decorre em Bruxelas destinada, precisamente, a encontrar soluções para a questão dos refugiados.

"A UE foi construída com base na eliminação de muros e barreiras entre os seus Estados-membros e na afirmação de valores e princípios fundamentais de solidariedade humana", afirmou a eurodeputada, interrogando-se: "como é que é possível que um espaço rico como a UE, com 550 milhões de cidadãos, não consegue integrar 2 milhões de refugiados, quando o Líbano, com uma população inferior a 5 milhões de cidadãos, já acolheu mais de 1 milhão de sírios fugidos da guerra?"

"Honremos os nossos princípios e os nossos valores!", exortou.

bottom
topo
topo
topo

topo
Pedro Silva Pereira defende respeito pelos direitos humanos na gestão dos fluxos migratórios
Topo

Pedro Silva Pereira participou na reunião da Comissão de Desenvolvimento (DEVE) do Parlamento Europeu enquanto relator-sombra dos Socialistas & Democratas (S&D) para o parecer sobre direitos humanos e migração nos países terceiros. Para o eurodeputado socialista, a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas - que contêm compromissos específicos na área da migração e dos direitos humanos - é uma oportunidade para reforçar a abordagem baseada em direitos humanos nas políticas de migração e de asilo, bem como para integrar de forma mais sistemática a dimensão de desenvolvimento nas políticas migratórias. O eurodeputado socialista defende que a União Europeia (UE) deve dar o exemplo e que só assim será credível quando se pronunciar sobre migração e direitos humanos nos outros países.

Pedro Silva Pereira afirmou que os fluxos migratórios são com frequência desacompanhados de um respeito mínimo pelos direitos humanos, o que tem sido particularmente notório em situações de pressão por motivos de segurança ou catástrofe natural. O eurodeputado socialista alerta, ainda, que as mulheres e as crianças encontram-se em situação de especial vulnerabilidade. Pedro Silva Pereira defende que a UE deve promover a salvaguarda dos direitos humanos e dos direitos dos migrantes através dos vários instrumentos de política disponíveis, incluindo projetos de cooperação para o desenvolvimento e projetos de assistência técnica que melhorem as políticas de integração dos migrantes nos países de destino.

Pedro Silva Pereira sublinha, também, que a cooperação para o desenvolvimento pode ajudar a atenuar algumas das causas das migrações forçadas, incluindo através do apoio à resolução de conflitos, do reforço da capacitação institucional e da promoção do respeito pelos direitos humanos, nomeadamente de pessoas e grupos em situações mais vulneráveis. Pedro Silva Pereira alerta, neste sentido, que o fundo de emergência da UE para África, criado em 2015 na Cimeira de La Valeta sobre migração, não deve financiar a 'construção de barreiras' para impedir os fluxos migratórios, mas sim ajudar os que mais precisam e promover o Estado de Direito e a segurança em África.

O parecer da Comissão DEVE sobre direitos humanos e migração nos países terceiros será votado em sede de comissão parlamentar no próximo dia 20 de abril e espera-se que a posição do Parlamento Europeu sobre esta matéria seja adotada no plenário de junho.

bottom
topo
topo
topo

topo
Francisco Assis apresenta dois relatórios sobre espaço comum de aviação, defende que a diplomacia científica da UE deve ser tão valorizada quanto a diplomacia cultural e participa em audição sobre os direitos humanos no Tibete
Topo

Francisco Assis apresentou na Comissão de Transportes e Turismo, do Parlamento Europeu, da qual é membro suplente, dois relatórios sobre a necessidade de alteração, devido à adesão da Croácia, de acordos estabelecidos com países terceiros: o Acordo sobre o Espaço de Aviação Comum entre a União Europeia e a Geórgia e o Acordo de Aviação Euro-Mediterrânico entre a União Europeia e Israel, assinados respetivamente em dezembro de 2010 e junho de 2013.

Nos textos, Francisco Assis salienta que este acordo com a Geórgia constituiu o primeiro "acordo geral de transporte aéreo assinado com um importante parceiro da região do Cáucaso no domínio da aviação" e que "o acordo com Israel, um importante parceiro no domínio da aviação na região do Mediterrâneo, é um passo importante no processo de criação de um espaço de aviação comum entre a UE e os seus vizinhos do sul e do leste".

Durante a apresentação dos relatórios em sede de comissão parlamentar, observou-se um largo consenso em torno da sugestão de Francisco Assis de dar luz verde ao Conselho Europeu para assinar os protocolos de alteração. Os relatórios serão agora votados em comissão e posteriormente discutidos e votados em plenário.

Recorde-se que a 1 de julho de 2013 a Croácia tornou-se o 28º Estado a aderir à União Europeia.

 

Francisco Assis defende que a diplomacia científica da UE deve ser tão valorizada quanto a diplomacia cultural

Francisco Assis interveio na Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu, de que é membro efetivo, no âmbito de uma troca de pontos de vista com o comissário da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas. O eurodeputado socialista defendeu que "a diplomacia científica deve ser tão valorizada quanto a diplomacia cultural", e que, de certa maneira, insere-se mesmo no campo desta última. Apesar de ao longo da história a ciência ter sido colocada muitas vezes ao serviço da guerra, ela tornou-se atualmente, segundo o eurodeputado, um fator de "aproximação entre os povos" por via da colaboração entre cientistas oriundos dos mais diversos países em torno da procura de soluções para problemas comuns.

Referindo-se à intervenção de Carlos Moedas, o eurodeputado socialista afirmou que "colocar a comunidade internacional de cientistas ao serviço de uma ação diplomática" é uma iniciativa do maior interesse e importância, até porque "esta é uma área onde os europeus podem verdadeiramente vencer", dado estarem mais avançados em termos científicos e tecnológicos que a maior parte do mundo.

 

Francisco Assis em audição sobre os direitos humanos no Tibete

Francisco Assis participou numa audição da Comissão dos Direitos do Homem no Parlamento Europeu, de que é membro efetivo, na qual esteve presente o ex-preso político tibetano Golog Jigme. Nesta audição, o Parlamento Europeu procurou saber qual é a atual situação relativamente ao respeito pelos direitos humanos na China, e no Tibete em particular. Golog Jigme é um monge budista que hoje vive exilado na Suíça, após ter conseguido fugir de uma prisão na China onde, como relatou, foi submetido a práticas de tortura e maus-tratos. A sua detenção ficou a dever-se a ter colaborado na realização de um pequeno documentário ("Leaving Fear Behind") que relatava a reação dos Tibetanos à realização dos Jogos Olímpicos em Pequim.

Após a exposição de Golog Jigme, Francisco Assis afirmou que este caso "confronta-nos com as nossas responsabilidades enquanto deputados membros de um parlamento democrático e enquanto cidadãos residentes em países onde felizmente predomina o Estado de direito e tudo aquilo que tem sido sistematicamente negado aos Tibetanos". Falando em nome do grupo socialista do Parlamento Europeu, o eurodeputado disse que "a nossa primeira obrigação é a de estarmos atentos a tudo o que se passa no Tibete", manifestando-se, a título pessoal e em nome do grupo S&D, totalmente disponível para apoiar esta causa, desde logo "porque é uma causa justa", uma causa "que tem a ver com o direito de um povo a exprimir-se livremente e com os direitos de indivíduos que lutam pela liberdade e pela possibilidade de assegurarem os requisitos mínimos de um estado democrático".

Francisco Assis continuou a sua intervenção assinalando que atualmente "há a ideia de que a situação na China tem vindo a evoluir num sentido francamente negativo" e que nos últimos tempos as decisões tomadas pela atual administração chinesa são causa de grande preocupação. Assis salientou que em nome do reforço da segurança nacional "têm vindo a ser adotadas medidas legislativas fortemente limitativas das liberdades: da liberdade de reunião, de informação e de expressão". O eurodeputado socialista concluiu relembrando que "tem havido um reforço das medidas que põem em causa a liberdade religiosa, algo que afeta especialmente a vida dos tibetanos", bem como "sistemáticas manobras de intimidação", havendo várias personalidades políticas que estão neste momento presas apenas "porque lutam pela liberdade".

bottom
topo
topo
topo

topo
Serrão Santos junta ministro da Agricultura, secretário Regional e Federação Agrícola dos Açores em Bruxelas
Topo

Realizou-se, em Bruxelas, um encontro entre Ricardo Serrão Santos, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, o secretário Regional da Agricultura e Ambiente dos Açores, Luís Nuno Neto Viveiros, o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, e o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, numa iniciativa que contou também com membros da direção da CAP.

O encontro, promovido por Ricardo Serrão Santos, ocorreu à margem e no intervalo da reunião de Conselho de Ministros da Agricultura, em que esteve na agenda a gestão da crise no setor leiteiro, teve como objetivo a partilha de informações acerca dos recentes desenvolvimentos. A reunião constituiu uma oportunidade para o ministro e o secretário Regional darem conta da forma como decorreram os trabalhos e para os representantes dos agricultores manifestarem as suas posições.

De entre as medidas anunciadas pela Comissão Europeia (CE), está a possibilidade de o Banco Europeu de Investimento vir a financiar medidas do desenvolvimento rural. Por outro lado, passa a ser permitido conceder ajudas de Estado suplementares de 15 mil euros. A CE anunciou ainda duplicar as quantidades para a retirada de leite em pó e manteiga, sem no entanto ceder relativamente ao preço de referência. A CE refere o reforço dos esforços para a conquista de novos mercados, nomeadamente com o aumento em 30 milhões de euros do orçamento da promoção para os produtos de setores em crise (laticínios e carne de porco), quando tudo parece indicar que vai prolongar-se o embargo russo.

bottom
topo
topo
topo

topo
Carlos Zorrinho propõe "roadmap" para o sucesso do pacote sobre a Economia Circular, recorda a incoerência nas orientações da Comissão Europeia e participa em debates sobre saúde e CPLP
Topo

A definição de um "roadmap" de incentivos e disponibilidade de instrumentos financeiros é fundamental para o sucesso do Pacote da Economia Circular, considerou Carlos Zorrinho ao dirigir-se a Antti Ilmari Peltomaki, diretor - geral adjunto CE, que apresentou na Comissão de Indústria, Investigação e Energia (ITRE), do Parlamento Europeu, o referido pacote legislativo e financeiro.  

De acordo com o eurodeputado socialista, "o pacote de economia circular é uma grande oportunidade para tornar a Europa mais competitiva e para, ao mesmo tempo, reforçar a liderança na sustentabilidade económica, social e ambiental do seu modelo produtivo".

Para Carlos Zorrinho, não são os instrumentos financeiros que faltam pois "a CE prevê verbas do Horizonte 2020 para a investigação nestes domínios; prevê ainda dar prioridade à economia circular na afetação doutros planos europeus de financiamento", nem os jurídicos dado que "o princípio da subsidiariedade permite garantir a execução dos planos se um Estado-membro não conseguir dar resposta".

Recorde-se que o grupo dos Socialistas & Democratas designou Carlos Zorrinho relator sombra no relatório sobre economia circular e a deposição de resíduos em aterro

 

Incoerência nas orientações da Comissão Europeia denunciada por Zorrinho

No debate com o vice-presidente CE Jyrki Katainen, responsável pelas áreas da competitividade, do crescimento, do investimento e do emprego, Carlos Zorrinho evidenciou incoerências nas orientações da Comissão Europeia para ultrapassar a estagnação económica.

"Muitos dos ajustamentos macroeconómicos propostos pela Comissão enfraquecem em vez de reforçarem o potencial das economias dos Estados-membros", afirmou na reunião da Comissão de Indústria, Investigação e Energia, o eurodeputado para quem "quando olhamos para as recomendações por país, recentemente divulgadas no quadro do Semestre Europeu, podemos identificar uma incoerência que pode explicar os maus resultados obtidos".

Boas recomendações no plano da capacitação da economia acompanhadas de exigências de cortes no plano dos instrumentos que a suportam acabam por gerar "um círculo vicioso de empobrecimento e não um círculo virtuoso de crescimento".

Em face desta manifesta incoerência, Zorrinho questionou Katainen sobre se "está a Comissão a conseguir conciliar finanças e crescimento económico nas suas orientações?".  

 

Reforço dos sistemas europeus de saúde

"Como relator da Comissão ENVI do parecer sobre o relatório do 'Semestre Europeu', sublinhei fortemente a necessidade de colocarem os sistemas de saúde, de investigação e de ensino, como parte da solução para as deficiências nos sistemas financeiros que estão envenenando a confiança interna e a coesão da UE", afirmou Carlos Zorrinho na abertura da conferência "Reforço da mais-valia dos sistemas europeus de saúde", de que foi copatrocinador juntamente com o eurodeputado búlgaro do PPE Andrey Kovatchev, ocorrida no Parlamento Europeu em Bruxelas.

 

Grupo de Interesse para as relações com os Países CPLP

Carlos Zorrinho copresidiu à reunião do Grupo de Interesse para as relações com os Países de Língua Oficial Portuguesa, que decorreu no Parlamento Europeu em Bruxelas, à qual compareceram representantes diplomáticos das embaixadas da CPLP em Bruxelas e deputados de países da CPLP que se encontram na capital belga devido à realização da reunião da Comissão Política da Assembleia Parlamentar Conjunta ACP/UE. 

 

Mesa redonda das comunidades

Carlos Zorrinho participou na iniciativa "Mesa redonda da Comunidade", que decorreu no Parlamento da Região de Bruxelas Capital, e que contou com a presença de várias dezenas de emigrantes na Bélgica e a participação da secretária de Estado dos Assuntos Europeus Margarida Marques, do Embaixador de Portugal junto do Reino Belga, Vasco Machado, e do presidente do Parlamento Regional de Bruxelas, Charles Picqué.

 

No Dia da Escola das Ciências Sociais

Carlos Zorrinho realizou a conferência de abertura do Dia da Escola das Ciências Sociais da Universidade de Évora com uma intervenção sobre o tema  "Entre os mercados e as pessoas - a Europa numa sociedade de transição".

 

Agenda

"Ciência Urbana" é o tema do debate em que Carlos Zorrinho participa no próximo dia 21 de março pelas 15h00. Este debate está integrado no ciclo 30 anos - 10 debates promovido pela Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus e terá lugar na Sala dos Actos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

bottom
topo
topo
topo

topo
Maria João Rodrigues nos 30 anos da agência de notícias Lusa e na delegação do S&D que debateu o referendo britânico
Topo

Maria João Rodrigues, afirmou que todos os países da zona euro, sobretudo os que têm mais excedentes, devem reforçar o investimento para atingir patamares de crescimento económico superiores aos atuais. "Temos de chegar a patamares de crescimento superiores, os países com mais excedentes devem reforçar a sua procura interna e todos os países da zona euro devem investir mais", apelou a eurodeputada e relatora do Parlamento Europeu para a política económica europeia, na conferência comemorativa do 30º aniversário da Lusa "Portugal entre o rigor e a audácia". Maria João Rodrigues salientou que Portugal deve "plasmar uma estratégia de crescimento para que seja difícil às instâncias europeias dizer que não" e deve "ir a jogo", recorrendo a vários instrumentos de investimento, como os fundos comunitários ou o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, mais conhecido como ‘plano Juncker'. A vice-presidente socialista considerou que "é possível ter uma trajetória de consolidação orçamental" e ao mesmo tempo proteger o estado social e alavancar o crescimento, mas para tal é preciso "atuar para alterar o quadro europeu" e discutir um ‘policy mix' mais adequado para a zona euro. "Temos de conseguir instrumentos para investir, tem de se abrir a discussão sobre a necessidade de dotar a zona euro de instrumentos de estabilização macroeconómica e apoios à convergência estrutural", defendeu, sublinhando que "esta zona monetária se deve dotar de capacidade orçamental para fazer aquilo que os orçamentos nacionais já não podem", bem como de instrumentos para tornar a dívida pública mais sustentável.

 

Liderança do S&D em Londres para debater referendo britânico

Maria João Rodrigues participou na delegação do Grupo S&D que se deslocou a Londres para um conjunto de reuniões com as autoridades britânicas e com os líderes do Partido Trabalhista, para abordar a questão do referendo britânico sobre a permanência do Reino Unido na UE. Os socialistas defendem que "o Reino Unido e a UE são mais fortes juntos do que separados”, e lembraram que na sua função de colegislador, o Parlamento terá um papel crucial no sucesso de qualquer iniciativa para as reformas da UE que resultaram do processo de negociação. Recorde-se que David Cameron, primeiro-ministro britânico, marcou para 23 de junho o referendo sobre a permanência na União Europeia.

bottom
topo
topo
topo

topo
Ana Gomes e os refugiados, debate a troca transatlântica de dados pessoais para fins comerciais e continua o trabalho na comissão que está avaliar os acordos fiscais e práticas fiscais agressivas
Topo

No debate da Comissão de Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos, do Parlamento Europeu, com Ioannis Mouzalas, ministro grego para a Política de Imigração, Ana Gomes destacou o exemplo de solidariedade europeia dado por Portugal, recebendo refugiados diretamente da Grécia. Ana Gomes questionou porque outros Estados-membros não fazem o mesmo e exortou o Conselho Europeu, em vez de fazer um acordo ilegal sob chantagem da Turquia, a abrir vias seguras e legais para os refugiados chegarem à Europa, como única forma de não dar negócio aos traficantes de seres humanos. Sobre o tema Ana Gomes publicou um artigo no jornal "Público"

 

A troca transatlântica de dados pessoais para fins comerciais

Ana Gomes participou no debate de apresentação do novo acordo entre a UE e os Estados Unidos para a troca transatlântica de dados pessoais para fins comerciais: EU-US Privacy Shield ("Escudo de Privacidade"). De acordo com o Tratado de Lisboa, o Parlamento Europeu vai ser chamado a ratificar o acordo, após certificação de que obedece às leis europeias de proteção de dados - questão sobre a qual o debate mostrou haver muitas reservas.

 

Comissão Parlamentar TAXE II continua os seus trabalhos

Ana Gomes participou nos trabalhos da Comissão Parlamentar TAXE II, que prossegue a avaliação de acordos fiscais e práticas fiscais agressivas utilizadas por empresas multinacionais. A eurodeputada socialista questionou representantes de Jersey e Guernsey, ilhas do Canal da Mancha e dependências da Coroa Britânica, que são consideradas paraísos fiscais, devido à taxa de imposto de 0% aplicável a empresas e mínima transparência empresarial. Ana Gomes também seguiu o debate da Comissão TAXE com as multinacionais IKEA, McDonald's, Apple e Google.

 

Breves

Em cooperação com a eurodeputada finlandesa Heidi Hautala, Ana Gomes organizou um debate sobre direitos humanos no Turquemenistão com várias ONG, aproveitando a publicação de uma relatório da organização britânica Chatham House sobre o tema. O Parlamento Europeu será chamado em breve a ratificar um Acordo de Parceria e Cooperação entre a União Europeia e o Turquemenistão. A eurodeputada patrocinou ainda uma mesa redonda no Parlamento Europeu com ativistas políticos e membros da oposição secular no Bahrain, os quais lidam, ainda, com prisões arbitrárias, penas excessivas, e assédios naquele país.

 

Ana Gomes esteve em Amesterdão no seminário "A dimensão parlamentar em matéria de cooperação na área da defesa, organizado pela presidência holandesa da União Europeia. Ana Gomes foi oradora no painel "Processo parlamentar de tomada de decisão e mobilização rápida de recursos".

 

Agenda

Esta sexta-feira, dia 18, Ana Gomes participará na conferência “Ser-se Política", organizada pela Academia de Política Apartidária. O evento terá lugar no Palácio da Bolsa, no Porto, às 18h00.

bottom
topo
topo
topo

topo
Opinião de Liliana Rodrigues: O Mundo ao contrário
Topo

Leio num jornal que o exército do Sudão do Sul e as milícias suas aliadas estão autorizados a "violar mulheres" como forma de pagamento "pelos serviços prestados". Di-lo um relatório das Nações Unidas. Que as ordens são para destruir propriedades, pilhar bens, matar e esquartejar os homens e raptar e violar mulheres e crianças. Chama-se isto "política de terra queimada", dizem, embora nada tenha a ver com política. É apenas barbárie calculada.

Não interessa neste conflito de que lado estará a razão, se na maioria Dinka do Norte ou nos Nuer do Sul. Não interessa se as potências ocidentais colonizadoras e exploradoras terão também aqui alguns pecados a expiar. Não interessa. Ninguém saberá já apontar a ofensa primordial. Há muito que esta é uma guerra que se herda. Uma guerra "porque sim", porque algo se perdeu na construção destes seres humanos e fez deles menos que animais.

Zeid Ra'ad Al Hussein, o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, diz que apenas conhecemos "um fragmento da realidade". Tememos a totalidade dessa "realidade" que escapa à nossa compreensão. Aquela em que os nossos familiares e amigos são mortos à catanada e as nossas filhas violadas por dezenas de homens.

É precisamente este desespero que leva homens, mulheres e crianças, seres humanos que recusam ser a "recompensa" de uma qualquer milícia ou os "danos colaterais" de uma qualquer guerra, a procurar abrigo na Europa. São estas pessoas que abandonamos em campos que fazem lembrar esses outros de má memória. 14 mil amontoam-se por agora no campo de refugiados de Idomeni, entre a Grécia e a Macedónia, um campo igual a tantos outros onde se depositam famílias inteiras, onde se adoece e passa fome, onde tudo está frio, molhado e pintado de lama. Onde pais descalços e desesperados com crianças ao colo tentam a travessia de um rio que teima em levar-lhes as vidas. Tudo vale menos voltar para trás. Uma dessas crianças dizia há dias para uma câmara de televisão que queria "voltar amanhã para a Síria", que não tinha "tido tempo para trazer os brinquedos e eles ficaram todos lá".

Não podemos deixar que os muros nos contagiem a consciência e despertem em nós os instintos e preconceitos mais primitivos. São muros que se propagam à nossa volta e nos levam a empatia. Esta é uma crise de humanidade. Precisamos reconquistar a memória que a traga de volta.

bottom
topo
topo
topo

topo
António Costa com eurodeputados portugueses
Topo

António Costa reuniu-se em Bruxelas com os eurodeputados socialistas.

Esta iniciativa decorreu durante um jantar de trabalho e serviu para discutir, entre outros, temas relacionados com projectos, fundos comunitários e o desenvolvimento do país.

bottom
topo

Se não conseguir visualizar correctamente este email clique aqui

Para mais informações consulte a página dos Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu: http://www.pseuropa.pt/pspe/
Para remover o seu email desta mailling list por favor clique aqui


Ao abrigo do decreto/lei 67/98 de 26 de Outubro, de regulação do tratamento automatizado de dados de caracter pessoal, o utilizador poderá aceder aos seus dados, rectificar ou cancelar os mesmos.