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03 Out
Carlos Zorrinho questiona Comissária indigitada para a Energia sobre a forma como o fundo de transição justa pode ajudar a consolidar comunidades sustentáveis por toda a Europa

Carlos Zorrinho questiona Comissária indigitada para a Energia sobre a forma como o fundo de transição justa pode ajudar a consolidar comunidades sustentáveis por toda a Europa

Carlos Zorrinho interveio na audição à Comissária indigitada para a Energia, Kadri Simson, tendo começado por sublinhar que “se quisermos ser bem-sucedidos na descarbonização da economia, precisamos de ter as pessoas connosco”, advertindo de seguida que “não podemos ignorar o impacto no emprego e nas comunidades, nem podemos fechar os olhos às consequências sociais do processo de transição energética”.

 

Por isso a transição social justa foi e é uma prioridade dos socialistas e democratas”, frisou o deputado, que não deixou de manifestar satisfação por essa ser “uma das prioridades reconhecidas por Ursula von der Leyen”.

 

Carlos Zorrinho recordou que nas respostas escritas, a presidente eleita da Comissão se comprometeu em “implementar um fundo de transição energética robusto, juntamente com a Comissária indigitada Elisa Ferreira, que liderará este processo”, para de seguida formular as perguntas: “que contributo pensa dar, em termos de política energética, para ajudar a Comissária responsável, Elisa Ferreira na sua tarefa?  O fundo de transição justa deve ser um instrumento de política social para apoiar as comunidades e trabalhadores afetados, ou deve ser mais ambicioso e constituir-se como um instrumento de impulso ao investimento e à inovação para uma transição energética sustentável?”

 

Na sequência da resposta da Comissária indigitada, Carlos Zorrinho concordou ser “difícil no atual contexto falar de números”, tendo por outro lado considerado “ser fundamental não criar expetativas que não tenhamos a certeza de poder cumprir”, aditando ainda às suas apreciações “o compromisso da Presidente com a criação deste fundo obriga-nos a perceber melhor como ele será constituído”.

 

“Qual é o seu nível de ambição? Apoia a proposta do Parlamento Europeu para que existam recursos adicionais para dar robustez ao fundo? Concorda com o princípio de que políticas novas têm que ter financiamentos novos? O Parlamento Europeu pediu uma dotação adicional de 4,8 mil milhões de euros para este fundo. Considera este valor adequado para fazer face à magnitude dos desafios?”, foram as questões deixadas por Carlos Zorrinho à Comissária designada pela Estónia para se ocupar das matérias da energia no seio da União Europeia.

 
 
 

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