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11 Abr
Carlos Zorrinho e Blanco Lopez questionam Comissão sobre impacto da importação de eletricidade produzida em Marrocos por centrais termoelétricas a carvão

Carlos Zorrinho e Blanco Lopez questionam Comissão sobre impacto da importação de eletricidade produzida em Marrocos por centrais termoelétricas a carvão

Os deputados, Carlos Zorrinho e Blanco Lopez, questionaram a Comissão Europeia sobre o impacto no mercado ibérico da eletricidade (MIBEL) e nos objetivos europeus de descarbonização, que decorrem da importação de eletricidade produzida em Marrocos por duas novas centrais termoelétricas a carvão.

 

Nos considerados da questão, afirma-se que “entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, o equivalente a 10% das importações de eletricidade de Espanha tiveram origem em Marrocos”. Durante esse período de tempo “a Espanha passou de exportador líquido de eletricidade para Marrocos a importador, devido ao aumento de produção de energia naquele país em resultado da entrada em operação de duas centrais termoelétricas a carvão que, no seu conjunto, emitem diariamente 25 mil toneladas de dióxido de carbono”.

 

Face a isto e com repercussões no mercado ibérico e nos objetivos de descarbonização adotados pela União Europeia, os deputados ibéricos pretendem saber quais os volumes de energia com origem em Marrocos e como pretende a Comissão “dar resposta a este problema de fuga de carbono” porque “as centrais marroquinas não estão sujeitas ao mercado europeu de licenças de emissões”, beneficiando “de dumping competitivo no mercado da eletricidade, com impactos ambientais negativos”.

 

 

As perguntas formuladas:

“1. De acordo com os dados disponíveis, quais os volumes de energia com origem nas centrais a carvão de Marrocos que terão entrado na rede em Espanha e Portugal, no referido período?

2. Como pretende a Comissão Europeia dar resposta a este problema de fuga de carbono, tendo em conta que as centrais marroquinas a carvão não estão sujeitas ao mercado europeu de licenças de emissões, e em consequência disso beneficiam dum dumping competitivo no mercado da eletricidade, com impactos ambientais negativos?”

 
 
 

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