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12 Jun
Direitos humanos: “A invisibilidade da União Europeia é sufocante”

Direitos humanos: “A invisibilidade da União Europeia é sufocante”

O respeito pelos direitos humanos no mundo no último ano conheceu “acabrunhantes” alguns progressos, mas também “retrocessos inaceitáveis”, afirmou Ana Gomes na sessão plenária de Estrasburgo. Durante o debate sobre o relatório anual dos direitos humanos e a democracia no mundo, a deputada sustentou que a credibilidade da Europa está em causa. “Como podemos ser credíveis a promover os direitos humanos no mundo se também não olhamos para a União Europeia”, questionou.

 

Ana Gomes disse ainda que “a invisibilidade da União Europeia é sufocante. Um sufoco em linha com o questionamento dos valores da própria União, por alguns dos seus Estados Membros, onde dominam hoje forças populistas, xenófobas e até fascistas”. Entende a deputada que a Europa revelou durante o ano passado “contradições, disfunções e políticas” que a “descredibiliza”.

 

Francisco Assis, membro efetivo da Subcomissão dos Direitos Humanos, ao intervir no mesmo debate parlamentar referiu-se ao relatório como “uma útil radiografia dos avanços alcançados, mas também dos retrocessos que se têm verificado em diversas regiões”. Como exemplo, o deputado indicou o “aumento do número de homicídios dos defensores dos direitos humanos em vários países” e a “hostilização crescente da sociedade civil por parte de diversos governos”.

 

Para o deputado, num contexto internacional muito exigente, “as instituições europeias têm de estar à altura das suas responsabilidades” e “a União Europeia deve ser cada vez mais atuante e reforçar a exemplaridade do seu comportamento”, por exemplo “no que toca às suas responsabilidades extraterritoriais”.

 

De acordo com Francisco Assis, “milhões de pessoas cujos direitos humanos são desrespeitados em diversos pontos do mundo muitas vezes vislumbram na União Europeia uma última esperança de alcançarem algum apoio e alguma proteção”, pelo que “temos o dever de não falhar a essas pessoas”.

 
 
 

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