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04 Out
Francisco Assis reúne com activista indígena candidata ao Prémio Sakharov

Francisco Assis reúne com activista indígena candidata ao Prémio Sakharov

O deputado reuniu em Estrasburgo com Lolita Chávez, finalista do Prémio Sakharov 2017, para debater questões relacionadas com os direitos dos povos indígenas na América Latina e em particular na Guatemala, país de onde é originária a líder indígena maya-quiché.

 

Lolita Chávez, que desde há vários anos se dedica à defesa destes direitos, com especial enfoque na situação das mulheres e das meninas, alertou para um conjunto de empresas multinacionais cuja actividade na Guatemala tem tido um impacto dramático no modo de vida das populações em causa e no equilíbrio dos seus ecossistemas, tendo destacado o que classificou como um plano de privatização da água por via de projectos de infra-estruturas hidroelétricas.

 

Segundo a activista guatemalteca, o problema de fundo reside na iníqua distribuição de terras, com 80% do total concentrado nas mãos de 25 famílias, exponenciado pelas acções de grupos paramilitares ligados simultaneamente ao narcotráfico e às indústrias extractivas, os quais fazem frequentemente vítimas mortais entre os indígenas.

 

O deputado do Grupo Socialista e Democratas (S&D), membro da Subcomissão dos Direitos Humanos, concordou que a Guatemala precisa de uma reforma agrária capaz de proceder a uma redistribuição mais justa das terras disponíveis, num país onde 45% da população é indígena. Francisco Assis, que tem desenvolvido trabalho no Parlamento Europeu em torno destas questões, e que foi recentemente nomeado relator de um documento sobre as violações dos direitos dos povos indígenas (incluindo o fenómeno do “land grabbing”), fez saber à activista do seu empenho nesta problemática e salientou a crescente consciencialização da União Europeia.

 

Em 2016, Lolita Chávez foi ameaçada, perseguida e intimidada por homens armados em Santa Cruz del Quiché, e, na sequência desse ataque, a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos atribuiu-lhe protecção personalizada, vinte e quatro horas por dia. Em 2014 foi galardoada com o Prémio Internacional de Defensores dos Direitos Humanos Letelier Moffitt, fundado pelo presidente Kennedy em 1982.

 
 
 

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