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05 Jul
Futuro da Europa: divisões profundas entre grupos políticos

Futuro da Europa: divisões profundas entre grupos políticos

O Parlamento Europeu dividiu-se sobre a definição das grandes prioridades políticas para o futuro da Europa, tendo a resolução de centro direita apresentada por PPE, ECR e ALDE sido derrotada em face das alterações de fundo apresentadas pelo Grupo S&D. Em causa esteve o voto do programa de trabalho da Comissão Europeia (CE) para 2018, o documento que mais se aproxima de um programa de governo da UE. Frans Timmermans, primeiro vice-presidente da CE, deparou-se em plenário com um debate marcado por profundas divergências entre socialistas e populares europeus (onde tem assento PSD e PP).

 

Maria João Rodrigues, que esteve a cargo da coordenação deste processo, garantiu não haverem condições para aprovar uma resolução comum, acusando os grupos à sua direita no hemiciclo, de promoveram um texto comum alternativo “com falta de visão numa altura em que a União Europeia se confronta com o momento da verdade. É inaceitável que a direita deste Parlamento não tenha nada a dizer sobre matérias que os cidadãos anseiam por ver a sua resolução, seja no que toca ao combate ao desemprego, à reforma da zona euro, às alterações climáticas ou uma resolução credível para a crise de refugiados. Os socialistas não vão colocar o nome num documento sem significado, que defende o atual status quo e que ignora as grandes prioridades para o projeto europeu”, rematou.

 

Esta definição das prioridades políticas da CE surge num momento decisivo para a construção europeia em que vários cenários sobre o futuro da europa estão a ser equacionados.

 

Para a vice-presidente do Grupo Socialista e Democrata (S&D) "o Parlamento tinha que apresentar uma proposta ambiciosa e progressista” lamentando “a atitude dos populares europeus que prefiram unir forças com conservadores britânicos e liberais para manter tudo igual”. “Fica provado que o Parlamento Europeu não poderá ser guiado por uma coligação de direita. Os socialistas vão continuar a liderar as forças progressistas e continuar a lutar por verdadeiras soluções europeias em prioridades chave para o cidadão europeu”, concluiu.

 

O Grupo S&D apresentou uma resolução estratégica própria com várias propostas para a mudança de rumo da União Europeia, todas elas rejeitadas pela coligação de direita, entre estas contam-se:

 

- O reforço do Pilar Europeu dos Direitos Sociais;

- A implementação do Acordo de Paris;

- Uma verdadeira estratégia para o investimento;

- Uma política de asilo europeia comum para a resolução da crise de refugiados;

- O combate à evasão fiscal;

- O reforço do orçamento comunitário;

- Completar a União Económica e Monetária e uma capacidade orçamental para a zona euro.

 
 
 

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